Após anos relutando (e lutando) com os problemas com a minha nvidia GeForce 8400M GS, finalmente aprendi a lidar com ela e com o tal xorg.
Parece estupidez, mas eu nunca me debrucei sobre o assunto com vontade de resolver definitivamente e, sempre que tive problemas com o linux/nvidia, eu achava “um jeito” de instalar o driver do fabricante, baixado do site e prosseguia com outros assuntos.
Mas desta vez, foi diferente. Eu estava usando o KDE há um ano e sempre utilizei o driver “free”, chamado de noveau, que o sistema instalou no ano passado e permanecia quieto pois não tenho necessidade de 3D ou outras coisas relacionadas a gráficos.
O KDE é bem interessante e tem muitas facilidades, quase sempre superiores em relação aos outros ambientes, mas a um custo muito alto: é pesado e exige muito do seu hardware. Notei isto pois tenho um netbook com ele instalado e, quando instalei, este netbook possuia 2Gb e, como precisei do pente de memória, retirei dele, e nem perecebi o problema, pois os windows (xp e 7) assim como todo o ambiente do linux (modo texto/twm) continou funcionando, mas depois de uma atualização, no ano passado, ele apresentou problemas de intermitência – ora funcionava, ora não e assim foi.
Eu usava pouco (só quando viajo) e me virava com o que tinha… Acontece que na semana passada “sobrou” um pente de 1Gb numa nova divisão que fiz aqui entre meus computadores, onde adicionei novamente o pente de 1 Gb e, do nada, o netbook passou a funcionar de novo com o KDE !
Isto me fez pesquisar e ver que o problema é extenso. As novas versões de gerenciadores estão sendo bem esculachadas, pois perderam o foco no paradigma da metáfora Desktop ! Sim, hoje as coisas são mais na base dos gesto, estilo tablet. E então surgiram estas aberrações que aí estão.
O Linux Mint está se valendo disto e está na ponta pois usa o Gnome 2.3, ressucitado pelo Mate e pelo Cinammon e angariando os usuários insatisfeitos com as modernidades e sem grana para comprar i7′s por aí. O próprio Linus Torvalds, que usava o Gnome, escrachou (como de costume) o Gnome Shell e então ‘ditched’ Gnome (for XFCE and after KDE).
O bonito desta história toda é que eu, aproveitando um momento de bobeira nesta semana, tive que reinstalar o meu Debian… Que merda ! Me tomou 3 dias, muitos cds/dvds que iram até um certo ponto e paravam. Conclusão: meu hardware está “velho” para este novo mundo do linux.
Dai fiz o caminho de volta, ralei, e descobri que o meu computador tem problemas na origem – pois esta GPU é complicada desde a sua origem. Tem problemas de aquecimento.
http://www.forumpcs.com.br/comunidade/viewtopic.php?t=246780
Somando isto tudo: decidi voltar para o Gnome 2.3, kernel 2.6 ( eu estava no Wheezy / Unstable) e queria fazer do jeito certo, sem perder os meus preciosos dados…. A história é longa, envolve compilação cruzada para windows (finalmente consegui fazer isto e estou estudando o windows de novo, só que usando linux para gerar os programas, funciona muito bem). Também envolve o uso eficiente do LVM (santo lvm que me salvou), tem partes interessantes com o modo tramp do Emacs (demais isto), mas vou encurtar.
Achei uma documentação excelente sobre o assunto, perdi o medo, fiz várias manobras, inclusive apagando o kernel com o aptitude, e retomei a máuqina ao ponto ótimo: leve e agora com o assunto NVIDIA dominado. Veja aqui e resolva o assunto sobre xorg/nvidia: ftp://download.nvidia.com/XFree86/Linux-x86/285.05.09/README/index.html
Eu fiz estes exercícios com o meu sistema de produção e apesar de ter ficado “fora do ar”, o que aprendi com com ele nestes três últimos dias me fizeram ficar ainda mais fanático pelo Debian. A estabilidade da estrutura e a quantidade de informações sobre o Debian é impressionante.