Editores

Há uma guerra aí fora que dura anos: Editors War.

Passando por várias cateogorias, bases de trabalho, plataformas encontramos aficcionados, alguns até com índole tribal, quando o assunto é editor de texto predileto.

Uns justificam que são completos, outros que são fáceis de manusear. Tem os WISYWIG, tem os espartanos, os livres, os especializados.

Essencialmente esta guerra existe pois sabemos que não se consegue editar uma linha de código sequer sem um bom editor. Bem, na verdade, poderíamos usar o cat para isto, mas não seria muito prático.

Já fiz vários testes com editores. Desde o velho Sidekick, Wordstar e finalmente o Boxer – quando na plataforma DOS, passando pelo VAX TPU/VAX EDIT, vi no Solaris e no linux cheguei a testar o Emacs para finalmente chegar e parar no Vim. Não quero fazer ode a ele, mas recomendo que se visite o site e baixe o livro gratuito – do Steve Oualine. Além de ser uma ótima referência, o autor tem outros, inclusive sobre C, no site dele.

Mas o que eu gostaria de citar aqui não é o Vim, mas o avô dele: o ed.

Acho este editor essencial. Saber dominá-lo é um ótimo modo de se abster das grandes “facilidades” do mundo moderno, para poder valorizá-las depois.

Este editor – o ed – tem uma história singular: veio de um mais velho ainda – o qed. O ed foi desenvolvido pelo Sr. Ken Thompson, um dos autores do Unix e do prórpio C.

O manual do qed, que pode ser obtido aqui e vale à pena ser estudado (tem o do ed também só não achei o link), inclusive usando o próprio código fonte. Ele contém os comandos básico de edição e dá um bom entendimento do que vem a ser buffer, string e comandos estilo “sopa de letra”. É no mínimo interessante, editar um arquivo e depois “imaginar” o resultado, para somente aí executar o comando de listar: 1,$p e ver o que está carregado “na memória”.

A sensação é de estar mexendo diretamente nos bytes na memória, sem a tal “abstração” requerida no mudo moderno do mouse. Sim. É você com a mão nos circuitos do computador.

A matemática envolvida já se manifesta aí, pois você imagina uma matriz, com linhas e colunas de letras e emite comandos simples sobre elas.

No início é simplesmente FRUSTRANTE, principalmente para aqueles que não tem nem idéia do que estão fazendo na frente de uma “tela preta” com um $ no canto.

Com um pouco de prática, mais ou menos uns dois ou três dias, vocẽ já estará  “pensando” com as partes do seu código fonte dentro da sua imaginação.

No fim de uma semana, creio que tendo dominado o instrumento – no caso o ed – você passa a contar com ele como ferramenta e explorar as possibilidades.

Eu cheguei a esta conclusão quando brigava com outro editor – o sed – pois permite o manuseio fácil de expressões regulares. Esta porta – expressões regulares  – que me abriu foi o conhecido Aurélio Marinho Jargas, quando comprei o seu pequeno livro, que tem grátis na net, sobre Expressões Regulares da Novatec. Vale à pena baixar e usar as famosas RE. Tem gente que gosta de sudoku para fazer ginástica cerebral. Eu recomendo as expressões regulares.

Uma vez dominadas estas duas técnicas relativamente simples – o uso do ed e as RE – você estará apto a mergulhar no mundo do Vim.

Penso que você pode até tentar fazer código num bloco de notas qualquer ou usando uma linda IDE turbinada, mas se quiser ir ao pote de conhecimento, comece dominando o seu editor de textos primeiro e, por experiência própria, indico o Vim como a ferramenta mais básica do nosso toolkit.

Numa palestra do autor, Bram Moolenar, ele mesmo diz que não conhece todos os recursos do Vim, por isto nem tente aprender tudo num dia só. Leva-se anos para aperfeiçoar e no início é um sofrimento real.

{}’s

MaRZ

Anúncios

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s