Toolkit

Para usar este site você vai precisar de algumas ferramentas essenciais:

  • Bom senso
  • GNU / Linux
  • GCC  – Conjunto de compiladores free
  • GDB – Debugger
  • Um ótimo editor de texto, desde que seja o Vim
  • Absolutamente NENHUMA IDE
  • Livros
  • Paciência com nossos erros

Quanto ao bom senso e a paciência, sabemos que é pedir muito, senão o impossível. Mas as outras você pode obter facilmente – e grátis – na internet.

Sem estas ferramentas, cremos, é muito complicado fazer um bom trabalho de programação.

A maioria – normalmente dizem que a maioria é burra – utiliza-se de certas ferramentas muito “amigáveis”. Não sei se são amigáveis ou “viciáveis”, só sei que para obtê-las, via de regra, o profissional se utiliza de meios “não profissionais” para fazê-lo. Neste nosso mundo achincalhado por altas cargas tri”burri”tárias é, de certa forma, até considerado normal tal procedimento. Mas se há algum tipo de prejuízo ou prejudicado no processo, saiba que ele é seu e você mesmo.

Entenda porquê:

  • Seus produtos sempre estarão “desatualizados” e você vai querer “atualizá-lo” com uma nova versão do mesmo produto onde foi desenvolvido: se for fazer direito, vai ter que gastar muito do seu tempo – para realinhar e debugar o que se tornou incompatível – e dinheiro, pois estas coisas, quando oficiais, não são nada baratas.
  • Seus produtos entram numa espiral de compatibilidade com produtos do mesmo “fornecedor” e é sugado para dentro do sifão do mesmo fornecedor. Sem querer citar nomes, os exemplos estão aí, basta olhar pela janela.
  • O conhecimento genérico, aquele que pode ser reaplicado, e que foi fruto de muito do seu esforço e também de um padrão de fato, como o ANSI, vai sendo diluído em bibliotecas altamente especializadas, quando o problema simplesmente poderia ser resolvido usando as Standard Libraries e. creia-me, MATEMÁTICA. Descobri isto depois de 20 anos :-(.
  • O seu conhecimento e tempo investido se perdem  com a evolução daqueles produtos e dos “supostos” padrões de mercado. Eu chamo-os carinhosamente de “podrões” do mercado. (Vejam recentemente o que aconteceu com o HTML5/Flash)

Aprendi C em um computador MicroVAX/OpenVMS em 1991. Este ano, estou reaprendendo – literalmente o mesmo C – em um Dualcore/Ubuntu. Se tivesse me firmado com os padrões em vez de ficar olhando telas coloridas, ou perseguindo “scriptóides” e paradigmas,  o meu conhecimento estaria muito mais lapidado hoje em dia.

Moral da história:  fixar nos padrões mais simples, esta é a verdadeira arte da reutilização de códigos.

Quanto às ferramentas, se dá o mesmo, pois o velho cat, o ed, o sed, o vi, o gdb, o unix, mudaram muito pouco ou nada nestes últimos 30 anos e, ainda assim, continuam produzindo o que se tentar fazer com cliques, arrastos e, contemporâneamente, “pinches” e  “sweeps”. Entenda que é numa tela com fundo preto que se produzem as lindas obras para serem usadas nos Androids e iPads que aí estão.

Existem promessas de projetos e compatibilidades entre máquinas virtuais e pseudocódigos, mas o problema só fica resolvido mesmo  quando alguém se prontifica a COMPILAR alguma coisa para a plataforma destino. De resto, tem muito quebra-galho por aí travestido de solução. Normalmente são ótimas fontes de subemprego e subrenda.

E assim encorajo a todos a arregaçarem as mangas, estalarem os dedos e,  do lado de uma boa xícara de arábica, soltarem a imaginação.

O processo deve resultar, no mínimo, na satisfação pessoal em ter vencido – senão o mercado – pelo menos  o “quadradinho tórrido” que tem debaixo do teclado do seu notebook.

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MaRZ

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