UBUNTU, muito bom enquanto durou…

Recentemente fiz o upgrade dos SOs em minhas máquinas. Venho usando o UBUNTU desde a sua versão 7.04 e, infelizmente, a Canonical decidiu tirar a minha liberdade de escolher qual ambiente gráfico devo usar. Desde 2004 eu me acostumei com o GNOME 2. Acho esse ambiente muito fácil de usar. Bem mais fácil e configurável do que o Unity.

No último mês de outubro de 2011 decidiram (sem me consultar) que o GNOME 2 não funcionará mais no UBUNTU. Tenho, é claro, mais opções do que teria no famigerado Windows. Mesmo assim, o GNOME 2 não “funfa” mais… Reluto em usar o KDE (too bloated, como diria um amigão meu), e o XFCE me parece coisa de criança. Então, farei um esforço que já não faço há 7 anos: Backup de tudo o que é importante e a instalação de outra distribuição. Meu amigo, e co-autor neste blog, vai rolar no chão de rir, mas vou me render ao DEBIAN. Vai rir porque parece que sou meio devagar em me render aos conselhos desse meu amigo (e estou fazendo isso de novo, com relação ao KDE!). Há anos ele vêm me recomendando o Debian e me dizendo que o Ubuntu é uma droga… Com esse golpe dado pelo Sr. Mark Shuttleworth, não me restam mais dúvidas… Ficou mesmo uma bela porcaria…

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6 comentários sobre “UBUNTU, muito bom enquanto durou…

  1. Eu que não sou usuário “regular” do ubuntu percebi que esta última versão deixou bastante a desejar. Vamos para as raízes, então… Debian neles!

  2. Me lembrei da propaganda do novo Renault e de cara de choro dos marmanjos…. Sorria meu bem….

    Falando sério: demorou!

    O Debian está longe da perfeição, com certeza tem muitas coisas com as quais você deve se acostumar, mas é na minha opinião uma escolha mais “palatável”.
    Não tem o sexy apeal de um gentoo (esta foi uma opção que lutei para manter), mas quando o pai da criança (surtou e voltou, etc) começou com alguns chiliques (em 2004) eu caí fora. É de longe a coisa mais performática que já vi. O Slackware é espartano demais, talvez hoje eu conseguiria usar, mas sinceramente, ficar montado o carrinho toda fez que quiser brincar, não faz parte dos meus sonhos de criança. Suse – nunca instalei e nem vou instalar nunca — Novell, eca!. Mandriva, era bom até que brasileiro pôs a mão, esquece. Red Hat, minha primeira distro, muito empolgante, mas é uma IBM wannabe, assim como a merda o urubuntu é uma merdosoft wannabe também. Acabam virando cilada devido ás “decisões cocôrporativas”. Enfim, só me restou o debian e o finnix (gosto paca dele, mas é para uso rápido e de utilitaŕios, não funciona bem como desktop).
    Recomendo que você teste o FreeBSD. Eu nunca tive coragem, mas quem usa e sabe, tem orgulho, afinal o debian é “um filho torto” dele.
    Se nada disto funcionar, eu tenho aqui uns dvds do tio bill kkkkkkkkk

    Quanto ao ambiente KDE, sempre tive ódio mortal dele, desde o primeiro que usei. Comprei uma suite StarOffice (na caixinha) e a coisa dava pau travava, era o cão em pessoa, fora a melequeira com C++/Qt e outras gororobas que nunca ficavam bonitas, com as letras “vazando” pelos limites de áreas na janelas, botões com texto truncado e outras merdas…. Mas, como vc sabe, recentemente, uns 8 meses eu virei fã de carteirinha. Primeiro por que o visual do gnome cansou. É duro saber que vocẽ tem poder na máquina e o caras ficam só trocando fundo de tela e cor de botão como no gnome. Ao gota foi o tal do ubiquity.. Me emputeci com o urubuntu e em seguida com o gnome….

    Comecei a usar o KDE de pirraça e estou com ele até hoje. As melhorias são estruturais em termos de apresentação, chaveamento de ambientes, o conceito de menu inicial é muito mais inteligente até do que o do rwindows (não que isto seja difícil, mas é bem sacado) e a integração entre os aplicativos. Do gnome só me restam alguns legados que são insubstituíveis no KDE:

    – Gimp
    – GnuCash
    – Zim (estou mudando para…
    – JPilot

    O navegador Konqueror é excelente e rápido, usando o WebKit fica show, mas dá pau, cai direto, do nada e é altamente instável. O dolphin chilica paracarai. Mas em compensação o sistema sempre recupera tudo, nunca perdi um bit com estes crashes (só um pouco a paciência). Mas acho que eles estão acertando e muito.

    Quando soube que tornaram o QT livre…. Aí tive a certeza que optei pelo desktop correto. Sim, é bloated mas, hoje em dia, quem mais não é? Afora os “falta tudo” dos Gerenciadores de Janelas – gosto muito deles, recomendo o blackbox, o icedwm e o afterstep – mas no que sobra de leveza, falta integração e acaba limitando a capacidade dos computadores do Sec. XXI. É uma maravilha usá-los para testes e aprendizado, mas como ferramenta, sem dúvida um Desktop “bloated” é a pedida.

    O KDE tem filosofia muito arrojada e a indexação é realmente pesada – o nepomuk é bem voraz – mas são tempos e cpus modernas, temos que aceitar. E guardadas as expectativas lunáticas de rodar tudo em 8 bit com performance de 64, o caminho acaba por ser este. Tem uma grande vantagem com relação aos brinquedos da apow.: é livre, é free as in beer e muito bom tecnologicamente: não depende de java !!!!

    Usa, faz seus testes e você vai acabar gostando. Afinal se sair um melhor, basta instalar e reiniciar (apenas o xserver heheheheh).

    Meu novo alvo: o Andoroid, mas comecei de baixo: reativei um velho palm e estou gostando muito dos internos. Vale a pena você ver: c e com memória bem limitada: 8MB e o “bixo” é rápido, muito rápido, com sua motorola 68K de 33Mhz… kkkkkk

    Falando sério, como que conseguiram isto num trequinho tão pequeno? Começei por ele, pois com certeza os pdas o copiaram, não preciso nem ver os códigos do android, mas sei que se procurar vou achar muito do palm lá dentro. Muitas coisas que ficava sem saber – como por exemplo o uso “estranho” de cartões memória que duplicam dados da memória principal. Um ambiente multitask que só faz uma coisa por vez… O conceito vem dali num dragonball – tudo num chip só.

    O livro que estou usando – da o’reilly – foi escrito em 1998, lá os caras recomendam o uso do GCC (além do codewarrior) e os conduits, que são gerenciadores que instalados nos desktops, fazem todo o trabalho sujo, pois a cpu do palm é limitadíssima e a idéia era ser assim (diferente dos windows ce, que queriam transformar um pda num desktop) para manter o custo baixo.

    Estive pesquisando e vi que palms custam de 50 a 150 reais, hoje, e podem ser comprados bem baratos, pois foram fabricados milhões e estão por aí. Enquanto os “novos geeks” ficam todos “molhadinhos” com os iPodres e imPedes (de ser iNteli iGente), eu fico feliz com uma telinha 160×160 bem tosca, mas que se integra maravilhosamente e de modo ABERTO (nem tanto pois o OS é fechado) com o desktop linux. Tem muito aplicativo maneirinho para ele e com código disponível. Agora sim estou entendendo de smartphones… Aquelas merdas não são para substituír o computador mas ser um “tentáculo” dele. Palavras do Jeff Hawkins, o criador (o sobrenome tem mais inteligência do que “trabalhos”).

    Nunca tinha visto eles, os PDAs assim, com esta ótica de complementação. Esta merda toda ficou congelada na minha lembrança, mas precisamente em 2002, quando comprei um visor e nunca usei. Usei muito o palm V mas devolvi quando saí de uma empresa e comprei o visor, mas dai nunca mais o explorei.

    Descongelei isto e estou saboreando o que devia ter devorado há 10 anos… Faltavam recursos e conhecimentos de minha parte, hoje isto se tornou muito fácil, pois o linux – minha prioridade na época que abandonei os palms – está completamente atendendo as minhas necessidades de desktop, servidores, conexões remotas, ferramentas de desenvolvimento, enfim, tudo que sempre tentei juntar nas janelinhas podres e não conseguia pois passava mais tempo procurando “atualizações da moda” e cracks para as mesmas, do que de fato “estudando” o meu próprio ambiente de trabalho.

    Se algo que aprendi nesta estrada me valeu, foi um conselho – não me lembro de qual guru – na época do boom de distros… Escolha sua distro com critérios pessoais e seja fiel a ela. Não entendia porquê, porque não conseguia distinguir “kernel” de “aplicações”. Hoje isto está bem claro para mim.

    O Debian tem a grande vantagem de ser estável ou atualizável, sem depender de “uma empresa”, ou decisões desta. Se ele não for o melhor, com certeza isto o torna bem melhor que as demais. Basta ver a quantidade de “filhos gerados” incluíndo o próprio “urubuntu”.

    Sorte na sua nova swirl !

  3. Em tempo: note que há 10 anos, tentavam transformar os PDAs em desktops (a la win ce), nos dias atuais, tentam transformar nossos desktops em PDAs (a la unity), ou no que merda sejam estes “cloud oriented environments”.

    Deve ser efeito da falta de ozônio (e neurônio) desta era “funk/bieber”.

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