Happy new year and happy with old tools

É fim de ano e estive olhando os códigos que produzi durante 2011 e observei algumas melhorias obtidas na produção.

A principal, e que não posso mais perder de vista, sem dúvidas, é a documentação.

Documentação de projetos é sempre muito chato e aparentemente inútil, mas vejo, mais uma vez que os livros estavam certos: é a parte principal de qualquer projeto. Conclusão que cheguei, após reler o ROADMAP do meu projeto “cinco” e ver que, mesmo em passadas lentas e distantes, eu segui uma linha de ação que converge para um fechamento. Nos anos anteriores, sempre tinha a sensação, ao rever códigos, que deveria reescrevê-los pois não existia uma linha mestra determinada pela documentação que revi há pouco e que me deu inspiração para criar este post.

Entretanto, os livros não são muito “amigos” quando não determinam um modo “ótimo” de fazer as coisas e deixando isto a critério do programador.

Testei muitas ferramentas nestes últimos anos e estou certo que as melhores persistem. Aqui relaciono o estado atual do conjunto que elegi e pretendo me fidelizar.

Faço isto pois em vários e-mails para amigos, sinto que esta é uma necessidade comum e que no fim das contas todos estamos procurando uma zona de conforto e establidade que nos permitam concentrar esforços em produção de códigos ou textos, e não de familiarização com “novidades”.

Sistema operacional – GNU/Linux – Debian

Desnecessário dizer que o windows não presta para uso de desenvolvimentos “sérios”. Tenho dúvidas se a equipe de produção da M$ utiliza aquilo para desenvolver o windows. Suspeito que eles tenham um unix deles de uso interno ou mesmo utilizam o linux. A ferramenta Windows é totalmente voltada para usuários finais. Desktops principalmente. No que diz respeito aos servidores eles devem ter um segmento distinto de “transformação”, ou seja, pegam as idéias advindas da cultura unix e “empacotam” com aquelas “janelas” tradicionais.

Sempre senti necessidade, desde o início de minha carreira, de um sistema confiável, simples e que fosse de custo acessível, preferencialmente gratuito, para atividades de desenvolvimento. O objetivo é bem simples: não ser pego de surpresa por uma “virada” na forma de apresentação ou políticas de marketing.

A primeira “pedrada” que me atingiu, e que me fez pensar assim, veio na mudança de DOS para Windows. Na mesma época eu também lidava com outro sistema, VMS, que passado alguns anos foi sendo mumificado pelas sucessivas aquisições da Digital pela Compaq e desta pela HP e enfim o sistema caiu no esquecimento. Junto com ele toda uma gama de conhecimentos e horas de dedicação foram soterradas e daí nasceu a minha grande ” birra” com sistemas fechados. Enfim, nos idos de 1995, encontrei um sistema que antes eu resistia em aceitar por ser da linhagem “unix” mas, após entendê-lo,  com ele permaneço até hoje.

O que eu poderia esperar de um sistema em termos de estabilidade, confiabilidade, padronização e custos, foi plenamente atendido pela plataforma que, de quebra, me inseriu numa cultura que sobrevive desde os idos de 1968, ou seja, tem quase a minha idade.

O GNU/Linux é o patrocinador desta minha tranquilidade e por isto me dedico tanto a utilizá-lo. Fiz amigos e inimigos, tentando evangelizá-los, pois queria que tivessem o mesmo benefício que eu possuo.

Editor de texto – não sei quanto ao mundo “javanizado” ou “.netzado” mas com certeza quem desenvolve usando uma linguagem de verdade ou mesmo tem necessidade de economizar bandas ao manter um servidor de web é um adepto declarado da “tela preta”. Neste con”texto”, perdoem-me o trocadilho – optei por me desenvolver no vi. Certamente quando usava DOS passei um bom tempo usando o Boxer e gostava das facilidades de gerenciamento de textos e arquivos, bem como sua estabilidade. Mas era “pago” e cheguei a comprar uma versão. Logo vi que manter aquelas atualizações iria me custar caro ou me obrigar a “piratear”. Pensei: se usam vi, deve ter algo bom. E tem: é versátil, possui versões para todas as plataformas e consequentemente pode ser usado e abusado. Me empenhei em aprender os “cabalísticos” modos e comandos para depois notar que não eram tão complexos, e nem poderiam. Me firmei com o Vim, com o qual mantenho um relacionamento há uns 6 anos pelo menos.

Mas confesso que alguns problemas me deixam meio insatisfeito com o vim. Os modos diferenciados, as facilidades adicionadas que não existem no vi original e que o tornam meio dependente de plataformas, e a sua “desintegração” com o sistema – falta de shell (me faz dar Ctrl-Z), me fizeram tentar outra evolução: o Emacs.

No início, quando buscava um editor confiável, tentei usar o Emacs, mas esbarrei nas suas “teclas estranhas” e também no seu onipresente lisp (nunca entendi direito lisp), mas estudando-o um pouco desde outubro deste ano, estou cada vez mais convencido do poder de integração e gerenciamento que este “sistema operacional capaz de editar textos” está me propiciando.

Recentemente descobri o “org mode” e me surpreendi que todas as ferramentas de controle de projeto estão lá. Mapas mentais, todo list, planner, notes, agenda, calendário, time keeper, etc, etc, etc (sim três) pois o sistema é bem extenso.

Então a minha migração está iniciada, mas ainda dependo do vim e do recente gerenciador de dados (PIM) que estou usando, mas pretendo migrar de vez no ano que vem e sossegar até o fim com o emacs.

PIM – j-pilot

Este software é sem dúvida o que me fez rever toda a minha agenda, contatos, e todo list. Ainda é um processo de transição. Ele foi iniciado com o achado de um PDA o meu velho visor edge (um palm pilot) adquirido e abandonado em 2002. Usei-o por um mês, que foi suficiente para rever todos os meus conceitos de concentração de dados em um ambiente sob “o meu” controle, não em posse do “google”. O google está com umas “viadagens” de modificar o lay-out e que, na minha opinião ficaram uma “merda”. Lenta, bloated e “desnecessariamente” clean. Aquilo esteve bom desde 2005 quando comecei a usar, mas sinceramente, não estou gostando mais. Portanto a minha meta é continuar centralizando tudo neste velho j-pilot até que eu tenha domínio completo do orgmode do emacs. Mas para isto, passei por muitas ferramentas até achar o “ponto texto” do negócio de gerenciamento de informações pessoais.

Compilador/Debugger – não vou me estender muito: gcc/gdb. Quem quiser que os aprenda para saber do seu valor.

Web language – PHP – sim é lame, mas foi ela que através do maravilhoso framework Codeigniter, me fez tomar contato com o modelo M-V-C (model-view-control) que passei a adotar em meu projeto “cinco” em linguagem “c”.

Web design – blueprint. CSS dá trabalho e o blueprint tira. Resumindo, não sou designer.

Banco de dados – SQLite e Firebird. Conceito e aplicação. Gosto do mysql, mas apenas um sgdb que rode em windows me satisfaz. O outro, sqlite, pretendo usar, como foi falado no site oficial, com o objetivo de eliminar o fopen.

Relatórios – formato pdf.

Suítes office – deixo isto para os meus usuários. Quando preciso, uso o br-office, especificamente o oocalc.

Gerenciador de dinheiro – gnu cash simples, fácil e eficiente.

Edição de imagens – Gimp.

Navegação web – qq navegador padrão do sistema que estiver instalado. Não tenho mais o fetiche por estas “coisas”. Depois que transformaram a web em “televisão”, passei a não mais ligar para estes “aparelhos de tv” metidos a software. Lixo e propaganda? Basta pegar o carro e rodar pela cidade olhando para os outdoors.

Este conjunto de ferramentas é o que eu uso e pretendo usar daqui por diante e ir eliminando, cada vez mais as interfaces via mouse, pois estou com uma LER em função do uso excessivo de planilhas e Gnu/Cash desde setembro.

Enfim, Feliz ano novo a todos.

{}’s

MaRZ

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